Não pegue o Taxi andando…

2 de December de 2009

Prelúdio de uma mudança.

Sempre pensamos no que dizer, em como começar, se vai ficar legal e se os outros vão gostar.

Aqui não é diferente. Não mesmo!

Como explicar uma mudança? Para entender primeiramente se houve uma mudança, precisamos no mínimo conhecer o passado. Ninguém gosta de ficar abrindo gavetas, desenterrando defuntos, dando oi a fantasmas. Preferimos ser otimistas e olhar para o futuro pois, afinal, quem gosta de passado é museu né?

Pensamos diferente, entendemos que somos feitos das escolhas que fizemos e que sem elas, sejam certas ou erradas, não estariamos aqui neste momento. Então preparem-se para vivenciar um pouquinho das escolhas e caminhos que percorremos.

Tudo começou a 8 anos atrás.

Fevereiro de 2001, eu, Lucas Baeta, havia acabado de largar o curso de tecnologia em informática quando juntamente com mais dois amigos resolvemos abandonar o emprego atual e abrir uma empresa. Mas que diacho implica abrir uma empresa? Tenho certeza que naquela época eu não tinha certeza do que era exatamente isso, mas a vontade de fazer diferente, de empreender falaram mais alto. Foram muitas madrugadas de trabalho, muita correria para tentar conseguir clientes, muito suor e dedicação para conseguir nos manter num momento que a empresa necessitava de 100% de dedicação e investimento. Pró-labore da empresa nem pensar, apenas trabalho e paixão pelo que estavamos construindo.

Em meio a esse começo conturbado, entrei para a faculdade para ser um dos muitos cobaias da primeira turma de um curso recém criado de design. Para melhorar, o curso era à tarde! Ainda bem que eu não tinha emprego (rs) senão nessa hora tava no olho da rua.

Gerenciar um empreendimento, cursando uma faculdade e hora ou outra uma monitoria, projeto de extensão ou projetos advindos da faculdade não foi tarefa fácil não, mas confesso que sempre gostei de trabalhar sobre pressão, ter a responsabilidade tentando escorrer pelos dedos, mas ainda sim, dar certo no final.

Sempre encarei a empresa como um grande aprendizado que escola nenhuma iria me proporcionar, fiz investimento pessoal durante a maior parte da história para nos momentos mais escassos, mantê-la funcionando. O mercado buscou os meus sócios, sempre muito competentes, mas novamente decidi-me que era mais interessante dar prosseguimento ao que contruímos e continuar escrevendo esta história que vocês lêem.

Vocês podem estar pensando que agora é o momento em que tudo ficou bem, mas a responsabilidade e tarefas de gerir uma empresa sozinho é gigante, ainda mais quando se é um designer e não tem um administrador para ajudá-lo. Busquei uma pós-graduação para me ajudar na gestão e bola pra frente.

Onde foi parar o status quo?

Julho de 2008, bate à minha porta o gerente de marketing de um dos meus clientes, dizendo que havia um projeto interessante, para apostarmos nossas fichas juntos e que daria muito retorno. Lembro-me de uma figura competente e batalhadora, então, porque não? E é nessa hora que lhes apresento Henrique Borges.

Pois é, lembro bem de quando conheci a agência pela primeira vez, ainda como cliente tinha ficado encantado com o serviço da B2web, quando surgiu a necessidade de contratar novamente uma agência digital nem sequer pensei em outras possibilidades, juntamente com outro sócio, fomos até o Lucas e apresentamentos o projeto, complexo, de retorno a longo prazo, mas bastante promissor, a intenção era pura e simplesmente contratar a B2web para executar o projeto, mas para viabilizar o investimento convidamos o Lucas para fazer parte do negócio.

Em outubro de 2008 resolvi arriscar, larguei um bom emprego de 4 anos, onde já tinha feito um ótimo trabalho como Diretor de Marketing para trabalhar neste projeto, consequentemente, dentro da estrutura da agência, a B2web começou a absorver o que eu poderia oferecer em termos de gestão e principalmente de marketing.

As coisas não estavam tão boas, e começavamos a pensar numa maneira de reposicionar a forma em quê a agência fazia negócios. Em março de 2009 já tinhamos bem definido o que queríamos, quais eram nossas fraquezas e principalmente como iríamos sobreviver e de fato alavancar a empresa.

Queríamos trabalhar ao lado de uma agência de publicidade, mas não sabiamos qual, não queriamos apenas reproduzir jobs, e sim participar da prospecção, do planejamento, queríamos de fato comandar o setor digital, o marketing digital e ainda sim opinar no todo. Junto com esse desejo, recebi o convite para participar como sócio também da B2web, e claro, aceitei.

Algo mudou

Junho de 2009, surge um flerte, um olhar sensual. Se tratava da Sofia Comunicação. Mas afinal, quem é essa mulher? Ela voltou? Sim, e havia nos escolhido diante de várias outras opções. Depois de devidamente apresentados e do primeiro encontro real, a empatia, a transparência e o profissionalismo fizeram brotar laços de confiança, amizade e respeito.

Não havia mais como dar errado, tinhamos atividades complementares e o conhecimento que daria aos nossos clientes um diferencial importante, a integração de pensamento na hora da concepção. Mas para isso realmente se tornar um diferencial, não poderiamos ter barreiras e estar pertos o suficiente para entendermos melhor o problema do cliente “naquele momento”.

Quase que de supetão, a B2web e a Sofia mudaram de estrutura, começando a usufruir do mesmo ambiente onde a pluralidade da comunicação não se restringia a nós. Uma produtora de vídeo e um estúdio de fotografia compartilham do nosso dia-a-dia.

Quem sou eu?

Onde estamos e para onde vamos? Nesse momento algo já havia mudado, sentiamos que a B2web, a quem temos tanto carinho, não refletia o pensamento e postura que estavamos buscando. Sentiamos travestidos, limitados pela nossas escolhas e pelo que já se conhece de nós.

A partir deste momento, começamos a pensar nas possibilidades e caminhos que poderiamos escolher, o peso de oito anos de recall de marca pesaram bastante para semear a dúvida para decidir se mudávamos ou não de nome. O que uma escolha radical assim poderia gerar? O impacto seria mais positivo do que negativo? Eram tantas dúvidas que precisariamos arriscar, ousar e talvez até ser inconsequentes.

Passamos um briefing complexo para o diretor de criação da Sofia. “Queremos um nome simples, fácil de falar, impactante e ousado como nós queremos ser!”.

Taxi Comunicação Digital

Quando nos chamaram para apresentar o nome, sabiamos que viria algo diferente, rolou um certo suspense, cada um tinha na cabeça um nome, fruto da mais pura especulação. Sem muito alarde surge o nome TAXI, nós dois nos entreolhamos, o suspense paira no ar, ninguém fala que gostou, mas também não desaprova, o Diretor de Criação começa a defesa da marca …

“Acho TAXI super legal, em qualquer lugar do mundo que se chega você pega um taxi que te leva a qualquer lugar. Vocês são novos, ousados, e como mesmo queriam, algo bem diferente, e diferente é Taxi, e o mais legal: taxi não é carona, você paga pra usar ”

O clima tenso que envolvia a mudança de nome, a escolha de uma marca foi vagamente sendo substituido por um sentimento anestésico, de quem aos poucos começava a imaginar o nome em ação, começava ali, naquela terça feira um novo mundo para nós, chamado Taxi Comunicação Digital.

Convidamos você a fazer parte dessa nova antiga história que começa oficialmente hoje.